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Para a VMware, a virtualização pode ser a saída para o desafio atual dos CIOs, que é de fazer mais com menos.

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VMware: crescimento em tempos difíceis

Para a VMware, a virtualização pode ser a saída para o desafio atual dos CIOs, que é de fazer mais com menos. Além da virtualização de servidores e desktops, agora a empresa também aposta em redes e em data centers virtualizados para crescer no mercado.

Esse foi o discurso da companhia norte-americana durante o VMware vForum 2014, realizado nesta terça-feira, 11, em São Paulo. Para Fabio Costa, presidente da VMware Brasil, diferentemente de outras empresas, a multinacional tem a capacidade de se ajustar às necessidades de mercado.

Segundo o executivo, foi isso que garantiu à empresa um 2014 com ganhos semelhantes ao registrado em 2013, em um mercado de TI que se retraiu em relação ao crescimento de anos anteriores.

Embora não revele resultados regionais, no terceiro trimestre de 2014 a empresa teve um crescimento de 18% em relação ao mesmo período no ano anterior, chegando a uma receita de US$ 1,52 bilhão.

Para Costa, o segredo está na oferta de suas soluções de software, que combina com a necessidade das empresas. De acordo com o executivo, mesmo em períodos de baixa em investimentos, a empresa se apresenta como solução para aumentar a produtividade.

"Para crescer em produtividade, as empresas podem investir em mais capacidade de trabalho, mais pessoas, ou podem usar a tecnologia para fazer que as pessoas produzam mais. É aí que nós entramos. Quando a economia vai mal, também nos apresentamos como solução", explica.

Para Costa, 2015 é o ano em que as redes definidas por software (SDN) devem decolar no mercado, incluindo a América Latina. Para Costa, em setores como o de Telecoms, financeiro e varejo, a maturidade do uso de nuvem e virtualização já permitem a adoção desta tecnologia.

Ao contrário da opinião de muitos analistas, a VMware não acredita que sua aposta na parte de SDN a coloque em rota de colisão com a todo-poderosa Cisco, líder do segmento de redes Ethernet.

Conforme Chris Wolf, CTO da empresa para a América Latina, os clientes ainda tem a liberdade de usar o hardware do fornecedor que quiser, o que inclui aí a Cisco.

De acordo com o executivo, a VMware é uma empresa de software, e o gerenciamento das redes ocorre em uma camada sobre o hardware, o que pode resultar em uma comoditização de equipamentos.

"Mesmo assim, cerca de 90% de nossos clientes que usam SDN nos Estados Unidos rodam nosso software sobre equipamentos Cisco. É um pouco exagerada a história que somos inimigos da Cisco", destacou Wolf.

O SDN é um mercado de apenas US$ 360 milhões no momento, podendo chegar até US$ 3,7 bilhões até 2016 na avaliação do Gartner. Os números incluem tudo – da infraestrutura de redes e camadas de aplicações até soluções de monitoração e serviços profissionais.

Para entrar nesse jogo, a VMware comprou no ano passado por US$ 1,26 bilhão a Nicira, uma startup especializada em uma tecnologia aberta de gestão de tráfego de rede baseada no padrão Open Flow.

Para a parte de data centers definidos por software, a empresa aposta no EVO Rail, appliance de infraestrutura convergente de data centers, otimizada para implementações de aplicações Tier 2 e 3. Para estas soluções a empresa firmou parcerias com empresas como Dell, HP e Hitachi, cujos lançamentos devem chegar ao Brasil nos próximos meses.

Para Costa, a empresa está preparada para a competição com pesos-pesados como HP, Microsoft, Oracle, Dell e IBM, que reformularam suas estratégias além de hardware e softwares específicos e também passaram a competir no ramo de virtualização, base sobre qual a VMware fez o seu sucesso.

"Concorrência sempre é algo saudável, o que dá liberdade e economia aos clientes. O mercado é como um jogo de pôquer, e com nosso sucesso conquistamos cartas fortes para este jogo, o que nos dá segurança frente aos competidores. A escolha fica para o consumidor", destacou o presidente.

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