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Mal começaram as redes definidas por software (SDN) a ganhar tração na TI corporativa, e a VMware já volta seus esforços para emplacar também suas ofertas para data centers gerenciados por software (SDDC).

VMware EVO: chegou a hora do SDDC?

data center server

A VMware foca seus esforços para emplacar também suas ofertas para data centers gerenciados por software (SDDC, na sigla em inglês), com o lançamento do EVO, uma família de produtos hiperconvergentes reunindo software e hardware.

O anúncio foi feito esta semana no VMWorld, evento da empresa em San Francisco. Segundo o chefe de marketing da empresa, Robin Matlock, o lançamento é uma continuação das prioridades da empresa para trazer novidades no segmento de TI, focando em nuvem, data centers e consumidor final. A informação é do ZDNet.

"O SDDC permite estender sua nuvem privada para sua nuvem híbrida. Nossa migração para computação de usuário-final vem crescendo desde nossa aquisição da AirWatch, que nos permitiu inovar e apoiar a crescente base de redes móveis", afirmou Matlock.

Com o EVO, o plano da companhia é entregar a "nova evolução de infraestrutura", com hardware e softwares convergentes. O lançamento do EVO está previsto para o segundo semestre, e o primeiro produto será o EVO Rail, solução de appliances para demandas intermediárias, que pode ser provisionada em 15 minutos, segundo a empresa.

Para o ano que vem, a VMware deverá entregar o segundo produto da linha, o EVO Rack, que segundo Gelsinger, permitirá empresas a provisionar um data center cloud em cerca de duas horas.

A oferta será levada ao mercado em parceria com diversos parceiros, no formado OEM, como Dell, EMC, Fujitsu, NetOne, entre outros. A VMware oferecerá a solução e suporte, enquanto os parceiros oferecerão o hardware e software como um produto único.

Com esta abordagem, a VMware se aproxima das fabricantes na aplicação de suas soluções, uma estratégia para atrair ainda mais clientes. Além disso, é uma forma de facilitar as decisões dos CIOs sobre como ou quando manter aplicações internamente ou na nuvem.

"Indo da tirania do "ou" para o poder do "e", e este é o que pensamos de uma corajosa e nova TI, e três características deste novo ambiente são fluidez, instantaneidade e escolha", finalizou Matlock. 

MAS E O SDN?

Embora tenha falado em SDDC, a VMware segue como um dos principais nomes na cena do SDN, novidade surgida há cerca de três anos e que se apresentou como um disruptor para o cenário das redes de TI, assim como um perigo para empresas do mercado de switches ethernet, como a todo poderosa Cisco.

Segundo analistas, em mercados como o norte-americano, as redes definidas por software já movimenta um volume significativo de recursos. Segundo dados da consultoria Plexxi, o SDN já fatura cerca de US$ 3,5 bi globalmente, e até 2018 deve multiplicar este valor por dez.

Entretanto, se lá fora o terno SDN já está na mesa até dos CIOs que ainda não adotaram a tecnologia, a realidade brasileira é bem distante. Embora os esforços de empresas como Dell e Huawei, com o lançamento de produtos no segmento, a adoção ainda é incipiente.

Segundo Hector Silva, diretor de tecnologia (CTO) da Ciena, multinacional fabricante de switches, para a América Latina, a adoção não será "para ontem", mas o Brasil pode ser o motor de investimento em SDN na região.

“Esperamos que isso aconteça por causa do alto nível de inovação e expertise de algumas organizações, diz o executivo da Ciena.

 

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