1 linkedin  4 youtube  3 facebook  2 slideshare  5 twitter  7 google plus    

Um novo relatório da Software Alliance confirma a relação entre o software pirata e o malware em computadores corporativos.

esgrima

Pirataria favorece contaminação por malware em 31% dos PCs brasileiros

Em 2014, o Levantamento da BSA apontou que mais de 50% dos softwares instalados no país durante o ano anterior não tinham licença, em comparação com 43% em nível mundial, o que significa US$ 2,8 bilhões de licenças ilegais no Brasil.

A análise, realizada pela IDC, revelou que quanto maior o índice de software pirata em um país, maior é a quantidade de malware encontrado nos computadores. A conclusão é clara: a eliminação do software sem licença pode reduzir o risco de segurança.

"As infecções de malware podem causar um dano significativo, e as organizações estão se esforçando como podem para se proteger", declarou Jodie Kelley, Vice-Presidente Sênior e Conselheira Geral da BSA. "Esta análise mostra que a associação entre o uso do software sem licença e o malware é real, o que significa que uma boa gestão do manuseio de software é um primeiro passo fundamental para a redução de riscos de segurança digital."

A análise estatística comparou os índices de software sem licença instalado em computadores em 81 países[1] com uma medida de detecções de malware nos computadores rastreados pela Microsoft[2]. Ela aponta que existe uma forte correlação positiva entre os índices de software ilegal e os incidentes de vírus.

O relatório mostra também que o motivo principal, apontado por usuários de todo o mundo, para não usar softwares sem licença é evitar a ameaça à segurança proveniente de malwares. Entre os riscos associados ao software sem licença, 64% dos usuários citaram o acesso não autorizado por hackers como uma das principais preocupações, e 59% citaram a perda de dados corporativos.

A BSA recomenda às organizações que implementem controles internos, como práticas de gestão de ativos de software em conformidade com a ISO 19770-1, a fim de reduzir a exposição às ameaças digitais garantindo que todo o software instalado em seus sistemas conte com as licenças apropriadas.

Ao comentar sobre os resultados do estudo, o diretor geral da BSA no Brasil, Frank Caramuru, afirmou que o gerenciamento de ativos de software é uma ferramenta efetiva para reduzir os riscos de ataques digitais, e é uma forma de instituir práticas de segurança em corporações.

“Para se ter uma ideia, segundo outro levantamento da IDC, 56% das empresas que adotam processo de gestão dos ativos de software descobrem que tem mais ferramentas do que realmente precisam, desperdiçando dinheiro, tempo e aumentando as chances de haver contaminação das máquinas.  Por outro lado, 38% tem licenças insuficientes”, diz Caramuru. Para ele, os ativos de software devem ser entendidos pelos gestores como algo estratégico, um fator que pode contribuir para aumentar a produtividade da empresa, se gerenciado corretamente.

# #